Bento XVI alertou hoje no Vaticano para a necessidade de defender a “dignidade transcendente da pessoa”, condenando o aborto, eutanásia e as tentativas de redefinir o “momento da conceção”.
“O aborto direto, ou seja, querido como fim ou como meio, é gravemente contrário à lei moral. Ao dizer isto, a Igreja Católica não pretende faltar de compreensão e benevolência nomeadamente para com a mãe; trata-se, antes, de velar para que a lei não altere, injustamente, o equilíbrio entre o igual direito à vida que possuem tanto a mãe como o filho”, disse, no encontro de ano novo com os representantes diplomáticos acreditados na Santa Sé.
O Papa reafirmou o compromisso da Igreja Católica no “respeito pela vida humana, em todas as suas fases” e saudou a resolução da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa que pediu a proibição da eutanásia, “entendida como a morte voluntária, por ação ou omissão, de um ser humano em condições de dependência”.
Neste domínio, Bento XVI disse ser “fonte de preocupação a recente sentença da Corte Interamericana dos Direitos do Homem relativa à fecundação ‘in vitro’, que redefine arbitrariamente o momento da conceção e debilita a defesa da vida pré-natal”.
Numa decisão publicada a 28 de novembro, o organismo afirmou que a ‘conceção’ só ocorre no momento em que o embrião é implantado no útero, pelo que não seria considerado sujeito a direitos, fora do “corpo da mulher”.
O Papa manifestou-se também a sua “tristeza” por observar que “em vários países, mesmo de tradição cristã, se procurou introduzir ou ampliar legislações que despenalizam o aborto”.
“Infelizmente circulam, sobretudo no Ocidente, numerosos equívocos sobre o significado dos direitos humanos e seus deveres correlativos”, lamentou.
Bento XVI condenou ainda o que classificou como “atentados à liberdade religiosa”, seja pela “marginalização da religião na vida social” como pela “intolerância ou mesmo violência contra pessoas, símbolos identificadores e instituições religiosas”.
“Além disso, para salvaguardar efetivamente o exercício da liberdade religiosa, é essencial respeitar o direito à objeção de consciência. Esta «fronteira» da liberdade toca princípios de grande importância, de caráter ético e religioso, radicados na própria dignidade da pessoa humana”, acrescentou.
Segundo o Papa, “proibir a objeção de consciência individual e institucional, em nome da liberdade e do pluralismo, abriria, ao invés e paradoxalmente, as portas precisamente à intolerância e ao nivelamento forçado”.
A Santa Sé mantém relações diplomáticas com 179 Estados e está presente em várias organizações internacionais, tendo o estatuto de Estado observador na ONU.
Portugal esteve representado no encontro pelo encarregado de negócios da embaixada junto do Vaticano, Luís de Albuquerque Veloso, e o conselheiro eclesiástico, Mons. Fernando de Matos, num momento em que se aguarda a confirmação da escolha de António Almeida Ribeiro como novo embaixador.
Bento XVI entrou na Sala Régia do Palácio Apostólico do Vaticano acompanhado pelo padre luso-canadiano José Avelino Bettencourt, chefe de protocolo da Secretaria de Estado.
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
Confiar em Deus nos momentos difíceis
O Papa pediu hoje aos católicos para confiarem em Deus nos momentos mais difíceis da vida, naquela que foi a sua primeira audiência geral de 2013, em que também procurou esclarecer a origem de Jesus.
No encontro realizado no Vaticano, Bento XVI apelou aos fiéis para não desanimarem perante o desajustamento que poderão sentir face às exigências do seu testemunho cristão e lembrou que Deus escolheu para mãe do seu filho, Jesus, “uma mulher humilde”, proveniente de uma “vila desconhecida” localizada numa das “províncias mais longínquas” do Império Romano.
“Sempre, mesmo no meio das dificuldades mais árduas a enfrentar, devemos ter confiança em Deus, renovando a fé na sua presença e ação na nossa história, como na de Maria”, afirmou.
Depois de lembrar que “nada é impossível a Deus”, o Papa sublinhou que com ele a existência humana “caminha sempre sobre um terreno seguro e abre-se a um futuro de esperança firme”.
“Só se nos abrirmos à ação de Deus, como Maria, só se confiarmos a nossa vida ao Senhor como a um amigo em quem nos fiamos totalmente, é que tudo muda, a nossa vida adquire um novo sentido”, disse.
O nascimento de Jesus, que os cristãos assinalam no Natal, é um anúncio esperançoso porque confere a “certeza” de que “o poder de Deus age sempre e opera maravilhas mesmo na debilidade”.
Com a natividade de Jesus, Deus “dá vida a um novo início da humanidade”, apontou o Papa, antes de referir as virtudes do primeiro dos sete sacramentos concedido pela Igreja Católica.
“Ao início do ser cristão é o Batismo que nos faz renascer como filhos de Deus, nos faz participar na relação filial que Jesus tem com o Pai. E quero destacar que o Batismo recebe-se, nós ‘somos batizados’ – é um passivo – porque ninguém é capaz de tornar-se filho por si: é um dom que é conferido gratuitamente”, vincou.
A catequese de Bento XVI centrou-se também na origem humana e divina de Jesus, questão que foi motivo de perplexidade entre os seus próprios contemporâneos, como narra a Bíblia, livro que segundo o Papa dá uma resposta inequívoca às dúvidas.
“Nos quatro Evangelhos emerge com clareza a resposta à pergunta ‘de onde’ vem Jesus: a sua verdadeira origem é o Pai”, que “nunca” abandona a humanidade.
O ‘Credo’, profissão de fé proferida em todas as missas, refere “quatro sujeitos” que agem no nascimento de Jesus: o próprio, Deus Pai, o Espírito Santo e a Virgem Maria, explicou.
Na alocução em língua portuguesa aos peregrinos lusófonos, Bento XVI desejou “um Ano Novo sereno e feliz”.
“A minha saudação amiga para todos os peregrinos de língua portuguesa, desejando que a luz do Salvador divino resplandeça intensamente nos vossos corações, para serdes semeadores de esperança e construtores de paz nas vossas famílias e comunidades”, afirmou.
Após a audiência, o Papa enviou uma mensagem em oito línguas, incluindo o português, aos seus mais de 2,3 milhões de seguidores na rede social Twitter: "Quando nos entregamos totalmente ao Senhor, tudo muda. Nós somos filhos de um Pai que nos ama e nunca nos abandona".
No encontro realizado no Vaticano, Bento XVI apelou aos fiéis para não desanimarem perante o desajustamento que poderão sentir face às exigências do seu testemunho cristão e lembrou que Deus escolheu para mãe do seu filho, Jesus, “uma mulher humilde”, proveniente de uma “vila desconhecida” localizada numa das “províncias mais longínquas” do Império Romano.
“Sempre, mesmo no meio das dificuldades mais árduas a enfrentar, devemos ter confiança em Deus, renovando a fé na sua presença e ação na nossa história, como na de Maria”, afirmou.
Depois de lembrar que “nada é impossível a Deus”, o Papa sublinhou que com ele a existência humana “caminha sempre sobre um terreno seguro e abre-se a um futuro de esperança firme”.
O nascimento de Jesus, que os cristãos assinalam no Natal, é um anúncio esperançoso porque confere a “certeza” de que “o poder de Deus age sempre e opera maravilhas mesmo na debilidade”.
Com a natividade de Jesus, Deus “dá vida a um novo início da humanidade”, apontou o Papa, antes de referir as virtudes do primeiro dos sete sacramentos concedido pela Igreja Católica.
“Ao início do ser cristão é o Batismo que nos faz renascer como filhos de Deus, nos faz participar na relação filial que Jesus tem com o Pai. E quero destacar que o Batismo recebe-se, nós ‘somos batizados’ – é um passivo – porque ninguém é capaz de tornar-se filho por si: é um dom que é conferido gratuitamente”, vincou.
A catequese de Bento XVI centrou-se também na origem humana e divina de Jesus, questão que foi motivo de perplexidade entre os seus próprios contemporâneos, como narra a Bíblia, livro que segundo o Papa dá uma resposta inequívoca às dúvidas.
“Nos quatro Evangelhos emerge com clareza a resposta à pergunta ‘de onde’ vem Jesus: a sua verdadeira origem é o Pai”, que “nunca” abandona a humanidade.
O ‘Credo’, profissão de fé proferida em todas as missas, refere “quatro sujeitos” que agem no nascimento de Jesus: o próprio, Deus Pai, o Espírito Santo e a Virgem Maria, explicou.
Na alocução em língua portuguesa aos peregrinos lusófonos, Bento XVI desejou “um Ano Novo sereno e feliz”.
“A minha saudação amiga para todos os peregrinos de língua portuguesa, desejando que a luz do Salvador divino resplandeça intensamente nos vossos corações, para serdes semeadores de esperança e construtores de paz nas vossas famílias e comunidades”, afirmou.
Após a audiência, o Papa enviou uma mensagem em oito línguas, incluindo o português, aos seus mais de 2,3 milhões de seguidores na rede social Twitter: "Quando nos entregamos totalmente ao Senhor, tudo muda. Nós somos filhos de um Pai que nos ama e nunca nos abandona".
terça-feira, 1 de janeiro de 2013
Bento XVI convida à descoberta da «paz interior»
Bento XVI iniciou hoje o novo ano com um apelo à redescoberta da “paz interior” e disse que a humanidade tem uma “vocação natural” para essa mesma paz.
“É a paz interior que queremos ter no meio dos acontecimentos às vezes tumultuosos e confusos da história, acontecimentos cujo sentido muitas vezes não conseguimos compreender e que nos deixam abalados”, disse o Papa, na homilia da missa da solenidade litúrgica de Maria Santíssima Mãe de Deus e Dia Mundial da Paz, no Vaticano.
Segundo Bento XVI, o desejo de paz é uma “aspiração essencial” e coincide com o anseio “por uma vida humana plena, feliz e bem sucedida”.
“Por outras palavras, o desejo de paz corresponde a um princípio moral fundamental, ou seja, ao dever-direito de um desenvolvimento integral, social, comunitário, e isto faz parte dos desígnios que Deus tem para o homem”, acrescentou.
O Papa estava acompanhado pelos responsáveis do Conselho Pontifício Justiça e Paz e as principais figuras da diplomacia da Santa Sé, a começar pelo secretário de Estado, cardeal Tarcisio Bertone.
Bento XVI retomou as preocupações que tinha deixado na sua mensagem para o Dia Mundial da Paz 2013 sobre um “capitalismo financeiro desregulado” e “diversas formas de terrorismo e criminalidade”.
“A paz é bem por excelência que deve ser invocado como um dom de Deus e, ao mesmo tempo, que deve ser construído com todo o esforço”, observou.
Os crentes, frisou o Papa, mantêm essa paz mesmo nas “dificuldades e os sofrimentos da vida”.
“Os sofrimentos, as provações e a escuridão não corroem, mas aumentam a nossa esperança, uma esperança que não dececiona”, concluiu.
“É a paz interior que queremos ter no meio dos acontecimentos às vezes tumultuosos e confusos da história, acontecimentos cujo sentido muitas vezes não conseguimos compreender e que nos deixam abalados”, disse o Papa, na homilia da missa da solenidade litúrgica de Maria Santíssima Mãe de Deus e Dia Mundial da Paz, no Vaticano.
Segundo Bento XVI, o desejo de paz é uma “aspiração essencial” e coincide com o anseio “por uma vida humana plena, feliz e bem sucedida”.
“Por outras palavras, o desejo de paz corresponde a um princípio moral fundamental, ou seja, ao dever-direito de um desenvolvimento integral, social, comunitário, e isto faz parte dos desígnios que Deus tem para o homem”, acrescentou.
O Papa estava acompanhado pelos responsáveis do Conselho Pontifício Justiça e Paz e as principais figuras da diplomacia da Santa Sé, a começar pelo secretário de Estado, cardeal Tarcisio Bertone.
Bento XVI retomou as preocupações que tinha deixado na sua mensagem para o Dia Mundial da Paz 2013 sobre um “capitalismo financeiro desregulado” e “diversas formas de terrorismo e criminalidade”.
“A paz é bem por excelência que deve ser invocado como um dom de Deus e, ao mesmo tempo, que deve ser construído com todo o esforço”, observou.
Os crentes, frisou o Papa, mantêm essa paz mesmo nas “dificuldades e os sofrimentos da vida”.
“Os sofrimentos, as provações e a escuridão não corroem, mas aumentam a nossa esperança, uma esperança que não dececiona”, concluiu.
quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
Passagem de Ano
A Passagem de Ano irá ter os seguintes horários:
22:30 - Ensaios dos cânticos e decoração da igreja (para os jovens do SMA)
23:30 - Início da Oração
00:30 - Momento de Convívio no Centro Comunitário
Pedimos que tragam alguma coisa para partilhar visto que a entrada será gratuita.
Para se inscreverem será necessário preencher os seguinte formulário para que tenhamos uma ideia do número de participantes
Amanhã haverá um ensaio dos cânticos às 16h na Igreja.
Aparece!
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
Passagem de Ano
Este ano lembrámo-nos de ter uma Passagem de Ano diferente do habitual.
Assim gostariamos de te convidar a passar esta noite connosco. Ao contrário do habitual o desafio é passar o Ano na casa de Jesus Cristo, num momento de oração ao estilo de Taizé. Depois do momento de oração iremos festejar o Ano Novo em Comunidade no Salão Paroquial, com música, dança, comida, bebida... Alinhas?
Assim gostariamos de te convidar a passar esta noite connosco. Ao contrário do habitual o desafio é passar o Ano na casa de Jesus Cristo, num momento de oração ao estilo de Taizé. Depois do momento de oração iremos festejar o Ano Novo em Comunidade no Salão Paroquial, com música, dança, comida, bebida... Alinhas?
Actividades Natalícias
Como já vem sendo hábito teremos algumas actividades natalícias na qual a presença de cada um é essencial:
21 de Dezembro às 17h
Cantar músicas de Natal na estação - o ponto de encontro é na estação do lado do Algueirão
22 de Dezembro às 9h
Distribuição de postais de Natal - o ponto de encontro é na Igreja
22 de Dezembro às 21h
Ensaio do coro para a Missa do Galo - somos todos convidados a participar, mesmo os que não fazem parte do coro!
Contamos contigo, com a tua voz e com a tua alegria!
21 de Dezembro às 17h
Cantar músicas de Natal na estação - o ponto de encontro é na estação do lado do Algueirão
22 de Dezembro às 9h
Distribuição de postais de Natal - o ponto de encontro é na Igreja
22 de Dezembro às 21h
Ensaio do coro para a Missa do Galo - somos todos convidados a participar, mesmo os que não fazem parte do coro!
Contamos contigo, com a tua voz e com a tua alegria!
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